Ah, a política

Dezembro 18, 2006 at 4:15 pm | In Notícias | Leave a Comment

Os congressistas aumentaram seus próprios salário 91%. Olha que graça!

Ainda bem que o povo brasileiro é pacifíco, né…

 Aproveitem, políticos brasileiros. Não há mal e nem bem que dure eternamente. Aproveitem!

Mino Carta, o Grande

Novembro 22, 2006 at 1:04 pm | In Notícias | Leave a Comment

Na Veja dessa semana, Diogo Manardi fala sobre o jornalista Mino Carta que teria falado sobre seu filho, vítima de paralisa cerebral. Coisa horrível. Nojenta mesmo. Na mesma hora, entrei na net e procurei o blog do Mino. Não tinha nada escrito sobre isso. Fiquei sem saber onde estava escrito aquilo e antes que fizesse uma injustiça, resolvi não escrever nada. Esqueci de olhar nos comentários. Na terça-feira, entrei de novo no Blog do Mino e ai sim, vi comentários sobre o caso.

Pelo que eu entendi, foi uma pessoa que deixou essa mensagem no sistema de comentários do blog do Mino. Os comentários não eram moderados e se fosse, óbvio que eles não tirariam comentários contra Mainardi.

Agora, Mino pediu para que os seus colaboradores, retirasse toda e qualquer menção ao Mainardi.

Olha, não sei quem fez o tal comentário, sei que ele existiu. Não sei se Mino tem culpa, creio que tem, porque mandou moderar o sistema.

Independente de qualquer coisa, eu achei de um péssimo gosto tudo isso. Que falta de respeito. Até onde o ser humano pode chegar? Como podem não respeitar um inocente?

Em todo caso, continuarei não lendo nada sobre esse Mino Carta e sua revista Carta Capital.

 

Desculpe revista Veja, mas tenho q colar aqui a coluna de Mainardi:

 

 

Diogo Mainardi 22/11/2006
Mino Carta, o grande

“Em mais de uma oportunidade, na frente
de amigos comuns, Mino Carta repetiu aos
berros que recebi um merecido castigo quando
tive um filho deficiente. Até hoje, fui incapaz de
experimentar angústia e tristeza por causa
de meu filho. Ele só me deu prazer e felicidade”

Não se aborreça com Diogo Mainardi, afinal o máximo que o cidadão produz com perfeição é paralisia cerebral.

O comentário foi publicado no blog de Mino Carta. Para quem não é afeito a sutilezas, refere-se à paralisia cerebral de meu filho. Na última semana, Mino Carta publicou 433 mensagens contra mim. De acordo com ele, outras 106, consideradas “inaceitáveis, prontas à agressão”, foram eliminadas. A mensagem sobre meu filho foi uma das que Mino Carta aprovou pessoalmente e que o encheram de emoção, reverberando, segundo suas palavras, “na zona situada entre o coração e a alma, como um Stradivarius ou um Guarnieri del Gesù”.

Mino Carta selecionou outras mensagens sobre meu filho:

Diogo Mainardi é um infeliz e digno de pena. Ter um filho deficiente dá mais pena ainda, porque isso fez dele uma pessoa amarga, invejosa e sem escrúpulos.

A opinião da leitora reflete exatamente a de Mino Carta. Em mais de uma oportunidade, na frente de amigos comuns, ele repetiu aos berros que recebi um merecido castigo quando tive um filho deficiente. Em seu blog, na segunda-feira, ele ampliou o conceito, fazendo considerações sobre aquele que seria meu “filho muito doente”:

Meninos doentes me causam angústia e tristeza, [mas] não justificam calúnias dirigidas a esmo.

É um perfeito exemplo da grandeza moral de Mino Carta. Até hoje, por uma insuperável falha de caráter, fui incapaz de experimentar angústia e tristeza por causa de meu filho. Ele só me deu prazer e felicidade. Da mesma maneira que meu segundo filho só me deu prazer e felicidade. Filho é filho: com paralisia cerebral ou sem paralisia cerebral.

Mas o ponto que realmente me incomoda é outro. Mino Carta transformou uma questão pública numa questão particular. Não ligo para xingamentos. No próprio blog de Mino Carta, fui chamado de calhorda, canalha, sodomita, verme, nazista, psicopata, brinquedinho de Gore Vidal e excremento social. Um comentarista chegou a afirmar que recebi 500.000 reais para plantar notas favoráveis a Daniel Dantas. Estou acostumado a lidar com xingamentos. Fazem parte do trabalho. Compreendo até que ofendam meus filhos. Tanto um quanto o outro. Considero a ofensa pessoal um instrumento retórico legítimo. Não me queixo. Não me escandalizo. Não processo. Quem processa é Mino Carta, que corre para seu advogado choramingando toda vez que recebe um juízo depreciativo. Só não aceito que minha opinião política seja convertida em assunto familiar. Responsabilizar meu filho por meus atos é um gesto de pura poltronice intelectual.

Mino Carta representa o modelo de jornalismo que o governo Lula quer favorecer por meio de financiamento estatal. Sempre que o citei na coluna, associei-o à verba publicitária que o governo Lula destina à Carta Capital. Mino Carta garante que serve a Lula de graça. Assim como, por muitos anos, serviu a Orestes Quércia de graça. Deve ser angustiante e triste não ser recompensado por tanta serventia.

http://veja.abril.com.br/221106/mainardi.html

 

é ou não é um lixo???

Sobre essa tragédia…

Novembro 1, 2006 at 11:51 am | In Notícias | Leave a Comment

Recebi um email em resposta ao meu protesto do sr escritor Paulo Coelho, leia:

“Estimada Marcia,

embora voce fale de que o Lula fez mal ao pais , eu estou absolutamente
convencido de que não é o caso. Acho que o governo passou por provas
severas, maximizadas pela opinião pública. Passou também por um periodo
longo de adaptação ao que significa “governar” ao invés de “fazer oposição.”

Votei no Serra nas eleiçoes passadas, convencido que Lula seria um desastre
para o país. Durante o primeiro ano, julgava que o povo estava em
lua-de-mel, e por isso os erros nao apareciam. Durante o segundo ano,
continuei insistindo nisso, inclusive em algumas apresentaçoes no exterior,
quando me perguntavam sobre o governo brasileiro. Até que comecei a me dar
conta que certas coisas que eram importantes para mim – como a não
privatização, entre muitas – estavam sendo efetivamente levadas em
consideraçao pelo presidente.

Por outro lado, me surpreendi muito com a politica firme e decidida do
Ministério de Relaçoes Exteriores, sempre colocando o Brasil à frente dos
interesses americanos, etc. Comecei a acompanhar coisas como divida
externa, deficit interno, etc. E tudo correspondia ao que eu esperaria de
um candidato que merecesse o meu voto. A partir daí, minha opiniao sobre
Lula foi mudando (nao posso dizer o mesmo com relaçao ao PT). Estava
fazendo um bom governo, com ministros como Furlan, por exemplo, ou Gil, na
área da cultura, muito bombardeado, mas muito eficiente no que faz.

E quando chegou o momento da atual eleição, eu vi que era um trabalho
sistemático, fugindo da demagogia clássica, mantendo uma política sóbria,
embora impopular. Era a vez de eu me posicionar, como me posicionei na vez
passada (mas ninguem se lembra, e ninguém me convidou para aparecer na TV
para fazer campanha para o Serra, embora eu estivesse disposto).

Entendo e aceito que voce jamais torne a comprar meus livros. Aliás, muitos
leitores escreveram a mesma coisa – até o momento tenho aproximadamente 150
mails dizendo isso. Cada leitor para mim é um universo, entao nao é fácil
ler um email sequer a respeito. Mas é justamente isso que faz a grandeza
dos meus leitores ou ex-leitores: eles expressao sua opinião, se
posicionam, como voce se posicionou. E eu respeito sua opiniao e sua
decisão, como espero que, mesmo ex-leitor, também respeite o fato de que eu
posso escolher o que julgo melhor para o país que tanto amo.

Voce, que em algum momento foi meu leitor, deve ter escutado muitas
críticas a meu respeito. Gente que me acusava de todo tipo de coisa – desde
ter fórmula para o sucesso, até estar enganando aqueles que compravam meus
livros. Nem por isso voce deixou de comprar. Me apoiou – até o programa do
PT – e acredito que deve ter discutido e me defendido em algumas ocasiões.
O que eu quero dizer? Que sempre devemos nos posicionar por aquilo em que
acreditamos.

No dia da gravação do programa, eu sabia exatamente os riscos que estava
correndo. Talvez tenha ficado um pouco surpreendido com a violencia de
alguns comentários, mas eu precisava dar os passos que acredito dar sempre
em nome das coisas que eu acredito ser melhores para o meu país. Podia ter
ficado calado? Sim. Seria confortável, mas não seria digno de um guerreiro
da luz, que precisa se posicionar. Mesmo sabendo que não vai agradar a
todos. Mesmo sabendo que tem a perder. Posso perder, mas nao posso perder
minha alma. Posso ficar quieto, mas não terei mais respeito por mim mesmo.

Entendo e respeito sua atitude, como disse antes. Lamento, do fundo do
coração, ter perdido pelo menos 150 leitores que escreveram para a caixa
postal pública. Repito que cada leitor é um universo para mim. Mas eu não
podia me acovardar e não dizer aquilo que penso. Porque neste caso eu nao
estaria honrando nem os livros que já escrevi antes.

Que Deus a abençôe, e que seus passos sejam iluminados

Paulo”

Tem como não amar esse homem??

Tem, né, apoiar bandido é inaceitável.

Minha resposta:

“Li sua resposta e agradeço pela gentileza. Sei que 150 leitores são quase
nada perto do seu universo, mas é assim que começa.
Espero que vc não se decepcione como tantos outros já se decepcionaram.
Por hora, fique com o relato dos jornalistas que estão sendo proibidos de
exercer suas funções. (
www.veja.com.br)
Um grande abraço, boas vendas e apesar de tudo vc continuará dentro do meu
coração, mas não mais em minha prateleira.

Bom dia.

Márcia”

hahahahahah, foi irônico heim: perdi 150 leitores…huahuahuahuahuahua…

Por ora, durmam com um barulho desses: www.veja.com.br . Verifiquem como o nosso Governo trata os jornalistas q ousam falar mal do seus mandos e desmandos.

Bem feito, quero é mais.

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